Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Pesquisador desenvolve etanol que pode ser o combustível do futuro
Intenções sustentáveis têm mesmo feito a cabeça de cientistas e estudiosos de todo mundo. Mas não é para menos. As necessidades de limpar o planeta e contribuir para a diminuição da poluição representam grandes avanços para os países, além de fortalecer grandes empresas, organizações privadas ou públicas na era em que apenas o que for limpo sobreviverá.
Na Universidade Central da Flórida, o pesquisador Henry Daniell desenvolve um tipo de combustível denominado como “do futuro”. Feito à base de casas de frutas – principalmente laranja – e papel de jornal, o combustível é mais limpo que o etanol derivado do milho e menos poluente que a gasolina e, de acordo com Daniell, é capaz de “proteger o ar e o ambiente das próximas gerações” por produzir menos gases estufa.
Publicado no Plant Biotechnology Journal e financiado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o estudo comprova que uma combinação de enzimas transforma as cascas e outros materiais residuais em açúcar, que é fermentada e convertida em etanol.
Reaproveitamento
Como os resíduos usados no processo são abundantes, a produção do etanol de frutas e jornal não comprometeria a de alimentos nem provocaria um aumento nos preços destes. Só na Flórida, segundo Daniell, seria possível produzir 200 milhões de galões (1 galão = 3,75 litros) de etanol a cada ano a partir de cascas de laranja.
O cientista esclarece que, apesar das conclusões do estudo, serão necessárias novas pesquisas antes que o trabalho desenvolvido em laboratório chegue à indústria e comece a ser utilizado no mercado. No entanto, outros especialistas em biocombustíveis afirmam que os resultados obtidos por Daniell são promissores.
“Trata-se de uma grande conquista”, declarou Mariam Sticklen, professora de ciências da Universidade de Michigan. Em 2008, a professora recebeu um prêmio internacional pelo estudo sobre uma enzima do estômago das vacas que poderia ajudar a transformar a planta do milho em combustível.
Fonte: Folha Online | Imagens: Divulgação






















