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No balancê, balancê

Quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Comemorando o carnaval de um jeito diferente… sem sair do ritmo

Na cidade de Oruro, na Bolívia, a festa tem um tom mais religioso e é acompanhada de procissões

No Brasil, o carnaval é comemorado com muitos blocos de rua, fantasias coloridas e samba no pé. O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo atraem turistas de todas as partes. Mas sendo o Brasil um país tão diverso, é claro que essa não é a única forma que o povo encontrou de divertir. Em Pernambuco, bonecos de três metros de altura saem às ruas para dançar com a multidão ao som do frevo. Em Salvador, os trios elétricos arrastam milhões de pessoas.

Mas como a festa é comemorada em outros países? Um dos festejos mais tradicionais é o de Veneza, na Itália. Todos saem com belas máscaras para apreciar as apresentações teatrais e circenses que acontece nas ruas. Ali perto, na Alemanha, o carnaval mais famoso é o da cidade de Colônia. Apesar dos festejos durante a semana, o dia mais aguardado é segunda, antes da quarta-feira de cinzas. Nesse dia ocorre a Rose Monday, uma procissão imensa que tem como personagens principais o príncipe, a virgem e o camponês. Além de carros alegóricos com sátiras à política, a religião e outros temas.

Na região do Caribe o carnaval não tem hora pra começar nem pra terminar. As pessoas se fantasiam de tudo e o céu é o limite. Durante toda a semana há desfiles de foliões. Algumas cidades têm premiação para as melhores fantasias e as melhores bandas. E é o ritmo caribenho que embala o carnaval de Nothing Hill, na Ingalterra, que só acontece na segunda semana de agosto. A tradição chegou ao país em 1965 e hoje tem até um ritmo próprio: a Soca, uma mistura de soul com calypso.

Na cidade de Oruro, na Bolívia, a festa tem um tom mais religioso e é acompanhada de procissões. Grupos folclóricos apresentam coreografias e espetáculos teatrais. A data é tão importante que foi declarada como Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade pela Unesco, em 2001. Em Buenos Aires, na Argentina, a festa é comemorada com panelaço. Isso porque o feriado deixou de existir a partir de um decreto do governo em 1976, quando o país passava por uma ditadura militar. Hoje, para pedir o feriado de volta, milhares de pessoas se fantasiam com grandes chapéus e blusas cheias de adesivos e lantejoulas e impedem o transito em importantes avenidas das cidades. Tambores (em um ritmo pouco agradável e nada musical) animam as pessoas.

Como tudo começou
O carnaval não é uma exclusividade brasileira e nasceu muito antes do país existir. Em meados dos anos 600 a.C, os gregos aproveitavam a data para agradecer aos deuses pela fertilidade do solo. Mais tarde, com a inserção de bebidas e práticas sexuais, a festa se tornou abominada pela Igreja Católica… que pagou língua e a incluiu em seu calendário no ano de 590 d.C, comemorando-a com rezas e cultos oficiais. A população rejeitou a ideia pois os festejos nada tinham a ver com a origem da festa.

De uma forma ou de outra, em 1545, depois do Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. A data chegou ao Brasil no ano de 1723 por influência européia. O baile de máscaras e fantasias que os estrangeiros tinham costume de realizar foi evoluindo, evoluindo e se transformou no carnaval brasileiro que todo mundo conhece.

Imagens: Divulgação

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