Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Tecidos com proteção ultravioleta são opções para o forte verão
No ano em que a incidência de raios UV (ultravioleta) do verão atinge níveis extremos em várias regiões do país, nada mais adequado que apresentar à população mais uma forma de prevenção contra os raios solares: os tecidos com proteção UV. Eles ganham cada vez mais espaço no mundo e têm sido usadas para diminuir o desconforto e proteger a pele da radiação.
As peças de vestuário com proteção UV são feitas com tecidos especiais que realmente são eficazes contra os raios. Segundo a dermatologista Selma Cernea, coordenadora da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, eles têm em sua tecelagem a adição de produtos fotoprotetores e, até onde mostram os estudos, realmente funcionam como uma barreira ao sol, como mostra a ilustração abaixo.
Atualmente, esses tecidos são encontrados no mercado em dois formatos. O primeiro possui a proteção em sua estrutura, pois é feito com fios especiais, à base de dióxido de titânio, e o outro tipo é um tecido comum, mas que recebe um acréscimo que funciona como uma camada absorvente de raios UV. Segundo a indústria, em alguns casos, a proteção do segundo tecido dura apenas um número determinado de lavagens.
O fator de proteção das roupas é determinado pelo FPU (Fator de Proteção Ultravioleta), certificação cedida pela Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear, a Arpansa. O país é pioneiro na fabricação desses tecidos em função da alta incidência de raios em seu território, além da predominância de pessoas com pele clara em sua população.
Brasil
Hoje, o país já conta com algumas empresas que oferecem esse tipo de serviço ao consumidor. A UV Line, pioneira no segmento na América Latina, oferece peças para mulheres, homens e crianças com fator de proteção em torno de FPU 50+ da Arpansa. A Ballyhoo, também atuante no Brasil, produz uma linha mais esportiva e garante a proteção de FPU 30+.
No entanto, a pouca divulgação e dificuldade de acesso e preço às peças ainda é tido como empecilho para a disseminação dos tecidos protetores. Por essa razão, a dermatologista do Centro Médico Figueiredo, Patrícia Gomes, diz que, normalmente, eles são recomendados às crianças com menos de seis meses – que devem evitar o filtro solar por causa de alergias -, aos idosos e àqueles que fazem exercício ao ar livre e possuem algum risco ou doenças de pele.
Aos que gostaram da proteção, lembramos que nenhum produto – seja filtro ou tecido – faz milagre. Os velhos bonés, óculos escuros e até mesmo a sombrinha devem ser acessórios complementares e indispensáveis aos que se expõem ao sol diariamente, viu?
Fonte: Folha | Imagens: Divulgação / UV Line























