Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Diversão e relaxamento a poucos quilômetros de BH
A fazenda Vale Verde é cheia não só de áreas verdes, mas também de áreas azuis como essa, que fica perto do restaurante. Há também fontes, riachos e uma pequena lagoa, aonde as pessoas passam por cima quando fazem tirolesa
Sabe aquele dia que você acordou com vontade de viajar, mas já é domingo, amanhã você trabalha e o dinheiro ta curto? Não tem problema: algum município perto do seu deve ter coisas bacanas para mostrar. Em Belo Horizonte há muitos. Um deles é Betim, que guarda o Vale Verde – Alambique e Parque Ecológico.
O local tem uma área de 30 hectares, ou seja, 30 mil metros quadrados. O contato com a natureza é constante, não só com as plantas, mas também com os animais. Há répteis, mamíferos e anfíbios, mas o parque parece ser apaixonado por suas mais de 1300 aves exóticas, todas brasileiras. Há tudo para elas se desenvolverem bem por lá, começando da maternidade Vale Verde que cuida do nascimento de periquitos a avestruzes até o momento em que eles podem se alimentar sozinhos. O local é aberto ao público durante todo o horário de funcionamento do parque.
Também há um criatório com a intenção de reprodução das aves. Foi um dos primeiros criatórios em Minas reconhecidos pelo Ibama. Perto do restaurante é possível ver uma porção de aves exóticas que podem, inclusive, ser compradas com a autorização do órgão.
A segunda principal atração de Vale Verde é, como está no nome, sua cachaça, eleita pela revista Playboy como a melhor do Brasil. É possível dar uma voltinha pelo alambique e ver onde ela é produzida e armazenada. Mas se isso não for o suficiente – claro que não é – perto do restaurante há uma pequena banca oferecendo aos visitantes doses gratuitas da bebida. Perto do alambique também há o Museu da Cachaça, que conta a história da bebida e sua evolução. Há um exposição com mais de 2 mil garrafas diferentes.
O parque também oferece opções de lazer. Todas são pagas a parte, com exceção do playground e do Bosque do Mestre (uma espécie de parquinho com personagens místicos). Com preços um pouco salgados, você pode ir no Pesque-Pague, passear de cavalo, de pedalinho, conhecer o parque em cima de uma charrete ou fazer tirolesa.
O preço para entrar no Vale Verde é R$ 15 para adultos aos sábados, domingos e feriados e R$ 10 de segunda a sexta-feira. Nos dois casos, crianças pagam meia. Achou caro? Então não gaste dinheiro com mais nada a não ser o próprio parque. Se quer saber, o bom mesmo é ficar por lá a toa. Se me lembro bem, essa é uma dica para um passeio de um dia, e fazer tudo que o parque oferece em um único dia vai estrangular seu tempo. Visite as aves, o museu, o alambique, prove uma cachaça e sente em um banquinho tranquilo.
Para passar o tempo, visite as aves que ficam na galeria do restaurante. Elas interagem com você, como o tucano que seguia meus movimentos: quando eu andava de um lado pro outro, ele acompanhava aos pulos. Outro bichinho curioso era um papagaio que assoviava logo depois de eu falar alguma coisa. Ele não parou enquanto eu não parei. Seria uma estratégia de marketing para serem comprados? Um dia ela vai funcionar.
Serviço: www.valeverde.com.br
Imagens: Juliana Afonso





















