Quarta-feira, 10 de março de 2010
Nova geração de cantoras líricas muda o estereótipo da profissão
Pense na imagem de uma cantora de ópera. Se você não é lá muito entendido no assunto, provavelmente pensou numa loira gordinha de tranças quebrando a vidraça com uma nota aguda, como no desenho do Pernalonga. Por um longo tempo, houve realmente cantoras que faziam jus a esse estereótipo, o que acabou causando certo preconceito à profissão.
Mas, contrariando essa imagem, vê-se a nova tendência nos palcos da Europa, onde a ópera é mais difundida: cantoras belíssimas tem chamado a atenção do público. E não é só pela aparência – em geral, elas são talentosíssimas.
Essa nova geração tem contribuído também para divulgar o estilo musical no mundo, ajudando a preservar uma manifestação cultural já existente há séculos, mas que tem perdido cada vez mais audiência. Elas são também flexíveis às novas produções, que investem num lado pop mesclado à ópera tradicional, como a recente montagem de La Traviata, de Giuseppe Verdi, cuja protagonista foi interpretada por Anna Netrebko.
Anna é, inclusive, a maior representante da nova “geração” de cantoras, tendo ficado famosa de repente, após ter sido descoberta por um maestro enquanto lavava o chão do Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, na Rússia.
Além de Anna Netrebko, também chamam atenção cantoras como Elina Garanca – que, inclusive, já cantou várias vezes com Netrebko -, Renée Fleming, Cecilia Bártoli e Angela Gheorghiu.
Imagens: Divulgação





















