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Código de gestos

Evitando confusões

Terça-feira, 2 de março de 2010

Gestos usuais em um país podem ser mal interpretados em outros

Na região da Sardenha (Itália), na Grécia ou na Turquia, aquele gesto de pedir carona se transforma em convite sexual

Faça um círculo com o polegar e o dedo indicador, aqui no Brasil, e terão certeza de que você os está mandando para aquele lugar. Se você repetir o gesto nos Estados Unidos, porém, a reação não será a mesma, já que para os americanos isso significa simplesmente um OK. Tem mais: no Japão isso quer dizer dinheiro, na Alemanha é como se você estivesse chamando alguém de imbecil, na Tunísia, cuidado: é uma ameaça de morte.

É assim em volta do globo: cada país tem seus gestos e trejeitos. E cabe ao turista estar atento e procurar informações antes mesmo de chegar ao seu destino. Um bom manual é o Guia de Boas Maneiras para Viajantes, Barbara Ronchi Della Rocca (editora Itália Nova). Ele mostra como se comportar em certos países e evitar problemas. Com uma dessas você pode se dar mal.

Quer um exemplo? Na região da Sardenha (Itália), na Grécia ou na Turquia, aquele gesto de pedir carona se transforma em um convite sexual. Já no Egito, esse tipo de interpretação acontece quando a pessoa esfrega os dedos indicadores em movimentos paralelos. A mão em figa, na Romênia, na Grécia e na Turquia, também tem uma conotação sexual.

Alguns gestos menos comprometedores também podem pode causar uma baita dor de cabeça. No Brasil, apalpar as frutas é só uma forma de ver se elas estão maduras. Se você fizer isso na Itália, irão te encher de palavrões. Se você for mulher e estiver na Coreia, não use óculos escuros ou chinelos de dedo e nem fume na rua, ou será mal vista. Ao ir para a Hungria se lembre de levar antiácidos: caso contrário irão lhe servir uma sopa de couve e chucutre para curar a azia.

As demonstrações de afeto não são comuns em todos os países. Na Índia, não dê beijos ou abraços em locais públicos. Se quiser cumprimentar alguém basta juntas as duas mãos na frente do peito e inclinar a cabeça. Para não parecer rude, nunca seja pontual na Espanha e jamais recuse um convite para a sauna na Finlândia. Ao contrário, na China o certo é recusar um presente três vezes antes de aceitá-lo.

Sempre riu de Chaves quando ele balançava sua cabeça para e cima e para baixo para dizer não e de um lado para o outro para dizer sim? Na Tailândia e na Bulgária ele estaria certo. Em Portugal, a maior parte dos problemas acontece exatamente por causa da língua em comum. O pronome de tratamento “você”, que aqui é usado em ocasiões informais, lá é o “tu”. Chamar alguém de você é como tratar um amigo por “senhor”. Na terrinha, a palavra “bicha” significa fila e a palavra “puto”, prostituto.

Os países árabes merecem uma seção a parte: não leve alimentos à boca com a mão esquerda, não aponte para as pessoas, não toque nas mulheres e não mostre a sola do seu sapato quando estiver sentado e de pernas cruzadas, pois esta é considerada a parte mais suja do seu corpo. Também não tire fotografias das pessoas sem autorização. O mesmo vale nos países islâmicos da África, onde a pessoa é tratada como criminosa se tirar fotos de mulheres, banhistas ou escolas. Já imaginou?

Imagens: Divulgação

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Ligia 2 de março de 2010 às 23:14

nao posso ser pontual na espanha? o que seria de bom tom entao? chegar mais cedo ou mais tarde?

Juliana Afonso 2 de março de 2010 às 23:57

Oi Lígia, tudo bem?

O Guia de Boas Maneiras para Viajantes diz que, na Espanha, é comum chegar atrasado aos encontros pois a pontualidade é vista como algo meio vulgar. Não sei de quanto tempo deve ser esse atraso, mas eu ia esperar pelo menos meia hora! Ah, e você também não deve apressar as pessoas, pelo mesmo motivo.

Abraços!

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