Segunda-feira, 1º de março de 2010
Seleção da casa bate os americanos na revanche do hóquei no gelo masculino, leva o ouro e fecha com muita festa os Jogos de Inverno
Sidney Crosby, que marcou o gol do título canadense, balançou a bandeira do país na festa do título do hóquei no gelo
A atmosfera da decisão do hóquei no gelo masculino em Vancouver não poderia ser melhor. Último compromisso dos Jogos de Inverno de 2010 a partida valia a revanche para os canadenses contra os americanos, algozes da primeira fase, e também poderia ser a consolidação do Canadá como melhor país das Olimpíadas.
Graças a esses ingredientes, o Canada Hockey Place pulsava bonito e logo no primeiro período explodiu com o gol de Jonathan Toews. A partida estava muito pegada e na primeira etapa foi só, 1 a 0 para o Canadá. Os canadenses voltaram com tudo no segundo tempo e foram pra cima. A pressão deu resultado quando Corey Perry aumentou a vantagem marcando o segundo gol dos vermelhos.
Os EUA começaram a reação imediatamente. Aos 13 minutos Ryan Kesler conseguiu desviar um chute longo e diminuiu a vantagem no marcador. Os americanos ainda precisavam de um gol para levar a partida para a prorrogação. A pressão canadense ainda era grande para matar a partida, mas quando ninguém mais acreditava na prorrogação Zach Parise empatou a partida. No cronômetro faltavam 24 segundos e parecia que os americanos colocariam água no chopp canadense.
A prorrogação é disputada no sistema gol de ouro. O time que marcar primeiro leva o título. Para delírio de uma nação que veste vermelho o maior craque do esporte no Canadá brilhou aos 7 minutos e 40 segundos. Sidney Crosby fez o gol do título e garantiu a dobradinha canadense, já que as meninas também conquistaram o ouro em Vancouver. E detalhe: o título feminino também aconteceu contra os Estados Unidos.
Quadro de medalhas
A vitória no hóquei coroou o Canadá como vencedor dos Jogos de 2010. Foi a 14ª medalha de ouro, quatro a mais que a segunda colocada Alemanha, que ficou com 10. Os Estados Unidos subiram mais vezes ao pódio. Foram 37 medalhas, mas apenas 9 de ouro. De quebra, o Canadá conquistou um recorde. Foi o maior número de ouros em uma edição das Olimpíadas de Inverno. A União Soviética havia conseguido 13 conquistas em 1976. Em Turim, quatro anos atrás, a Noruega também alcançou a marca de 13 medalhas de ouro.
Confira os melhores no quadro final de medalhas
Canadá: 14 Ouros; 7 Pratas; 5 Bronzes
Alemanha: 10 Ouros; 13 Pratas; 7 Bronzes
EUA: 9 Ouros; 15 Pratas; 13 Bronzes
Brasil em Vancouver
A participação dos brasileiros em Vancouver não trouxe resultados expressivos, mas já representou uma melhora em relação aos Jogos de Turim em 2006 e cria uma expectativa para a próxima edição daqui a quatro anos na cidade russa de Sochi. Os dois atletas que representaram o Brasil nos Jogos de 2006 terminaram suas competições em último lugar. Desta vez muitas nações ficaram atrás do Brasil.
Jaqueline Mourão, que foi porta-bandeira da delegação brasileira no encerramento dos Jogos, chegou no 67º lugar nos 10 km do esqui cross country estilo livre. Na prova dos 15 km, Leandro Ribela ficou em 90º. Nas provas de esqui alpino o Brasil teve dois estreantes. No slalom gigante, Jhonatan Longhi conquistou a 56ª posição. Maya Harrison, de 17 anos, terminou o slalom em 48ª, entre 87 competidoras. Ela foi a primeira brasileira a completar uma prova feminina do slalom.
Rússia, aí vamos nós!
O próximo destino das Olimpíadas de Inverno é um país de inverno bem rigoroso. Porém Sochi, a cidade escolhida como sede em 2014, é subtropical e possui um clima moderado em comparação aos padrões russos. Mas os competidores podem ficar tranqüilos porque nas montanhas que vão sediar o evento a temperatura é muito baixa.
Sochi tem 500 mil habitantes e deixou pra trás concorrentes na Bulgária, Áustria, Cazaquistão, Geórgia, Coreia do Sul e Espanha. A previsão é que todas as instalações dos Jogos, previstas para consumir 7 bilhões de dólares, estejam prontas em dois anos para iniciar a fase de testes.
A principal atenção será a pista de luge e bobsled, graças a tragédia que matou o georgiano Nodar Kumaritashvili no dia 12 de Fevereiro em Vancouver. Nodar foi arremessado para fora da pista após o trenó atingir mais de 140 km/h. Ele bateu as costas em uma proteção de ferro externa à pista.
Fonte: Terra | Imagens: Terra

























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bom comeco